One&Only Moonlight Basin
Nossa colaboradora Pimpa Brauen foi conhecer esse paraíso do esqui, em Big Sky, Montana, e você confere nas páginas a seguir
texto e fotos pimpa brauen
A neve começou a aparecer ainda na estrada entre Bozeman e Big Sky. Primeiro nos telhados das casas espalhadas pela rodovia. Depois acumulada nas laterais da pista até cobrir completamente a paisagem. Os pinheiros ficaram mais densos, as montanhas pareciam cada vez mais próximas, rios quase congelados serpenteavam pelas curvas e o céu ganhou uma escala difícil de encontrar em outros lugares dos Estados Unidos.
Bozeman, principal porta de entrada da região, possui uma mistura livre de espírito, cafés independentes, lojas outdoor, cervejarias artesanais e aquela estética clássica do oeste americano. Pequena e cercada por montanhas, a cidade ainda preserva uma atmosfera local rara em destinos de ski mais explorados do país.
Big Sky funciona de maneira diferente de outras estações americanas de ski. Não há grandes vitrines de luxo, ruas tomadas por marcas internacionais ou aquela atmosfera constante de ver e ser visto típica de destinos badalados americanos. Por lá a montanha continua sendo o centro de tudo, de toda história.
Entre Lone Peak e as Spanish Peaks, a cerca de 2.100 metros de altitude, o One&Only Moonlight Basin ocupa 240 acres dentro da Gallatin National Forest, em Montana. É a primeira propriedade da marca nos Estados Unidos e também o primeiro resort de montanha da rede. O projeto do escritório Olson Kundig acompanha a geografia local sem tentar dominar a paisagem. Pedra, muita madeira, aço e vidro aparecem quase como continuação natural da neve e das montanhas ao redor.
A chegada já deixa claro que a montanha é protagonista da experiência. O lobby se abre para a neve através de enormes paredes de vidro enquanto grandes lareiras aquecem o ambiente cercado por sofás profundos, que tornam o ambiente o mais acolhedor possível.
O hotel reúne 73 quartos e suítes, além de 19 cabanas independentes espalhadas pela propriedade. Dentro das acomodações, tudo foi pensado para enquadrar a paisagem. As banheiras acompanham a vista da floresta e os terraços parecem continuação natural da neve do lado de fora.
Para quem vai esquiar, a experiência começa ainda dentro do hotel. A gôndola privativa aquecida conecta o One&Only Moonlight Basin ao Big Sky Resort em poucos minutos. Big Sky reúne mais de 5.800 acres esquiáveis e quase 300 pistas espalhadas por uma geografia que parece infinita.
Rapidamente encontrei uma rotina deliciosa por ali. Meu amanhecer começava com uma xícara de café na mão e o controle automatizado das cortinas ao lado. Bastava apertar o botão para a paisagem surgir lentamente diante de mim. Primeiro apareciam os pinheiros cobertos de neve. Depois as montanhas e o céu ganhando tons intensos de vermelho e laranja refletidos sobre a paisagem branca.
No café da manhã, o ritmo ainda é lento antes de a montanha assumir completamente o dia. Alguns hóspedes seguem direto para as pistas. Eu preferi, no primeiro dia, explorar as trilhas ao redor do hotel usando snowshoes. Caminhar sobre a neve em meio ao silêncio da floresta acabou se tornando uma das atividades mais gostosas da viagem. No caminho, pequenas pegadas atravessavam a neve o tempo inteiro. Rastros de raposas, coelhos e outros animais que tinham passado por ali durante a madrugada.
Para quem vai esquiar, a experiência começa ainda dentro do hotel. A gôndola privativa aquecida conecta o One&Only Moonlight Basin ao Big Sky Resort em poucos minutos. Big Sky reúne mais de 5.800 acres esquiáveis e quase 300 pistas espalhadas por uma geografia que parece infinita. Mesmo nos períodos mais movimentados do inverno, a sensação de espaço permanece intacta.
Para quem passa o dia esquiando em Big Sky, vale fazer uma parada no Iglu, estrutura de neve instalada no meio da montanha que virou um dos pontos mais concorridos do après-ski local. Cercado por mesas ao ar livre e gente ainda usando botas de ski, o espaço mistura drinques, música e uma das vistas mais bonitas da estação em pleno branco absoluto.
No fim da tarde, o movimento se concentra no The Landing, dentro do Sky Lodge. Dá para escutar o bar antes mesmo de entrar. Gente cantando alto, brindes atravessando o salão e o som das enormes canecas de cerveja de vidro em forma de bota batendo umas nas outras. Os hóspedes chegam ainda acelerados pela adrenalina das pistas, pedem cervejas gigantes, pratos quentes de raclette derretida e começam automaticamente a reviver o dia na montanha.
Depois de um dia intenso na montanha e da altitude elevada, o spa acaba virando parada obrigatória. Piscinas aquecidas internas e externas voltadas para a neve, circuito quente e frio, sauna, vapor, tratamentos da Augustinus Bader e sessões de oxigenoterapia ajudam o corpo a desacelerar.
Reservei um dos dias da viagem para Yellowstone, a cerca de 90 quilômetros do hotel. Em pouco mais de uma hora de estrada, a paisagem muda completamente. Vapor geotérmico atravessa o frio enquanto bisões gigantescos aparecem por todos os lados. Alguns pastavam lentamente. Outros simplesmente atravessavam a estrada diante dos carros sem nenhuma pressa.
Mais adiante, vimos dois alces enormes batendo os chifres um contra o outro para estabelecer dominância durante a época de acasalamento. Também conseguimos avistar uma matilha de lobos à distância. Foi difícil enxergá-los com clareza, mesmo usando binóculo. Ainda assim, bastou para deixar aquela sensação rara de querer voltar. Talvez no verão.
Na gastronomia, o Wildwood trabalha ingredientes ligados ao território de Montana, como truta local, elk, cogumelos silvestres e pratos preparados para o inverno da região. Já o Dear Josephine ocupa parte do lobby principal em um ambiente dominado por couro, cobre envelhecido e madeira escura.
À noite, o Akira Back concentra boa parte do movimento do hotel. O restaurante do chef coreano mistura técnica japonesa, influência coreana e ingredientes americanos em pratos delicados e precisos. No centro do salão, entre os elegantes sofás de couro verde, uma enorme cerejeira domina o ambiente enquanto a neve continua caindo do lado de fora.
Mais tarde, quase escondido entre os pinheiros, aparece o Moon Shack. O caminho até lá atravessa uma parte da montanha praticamente no escuro até que surge uma pequena cabana de madeira iluminada por fora praticamente só por pontos de luz espalhados pelo telhado. Na entrada, um grande boneco de neve dá as boas-vindas aos hóspedes.
Lá dentro, tudo parece transportar para um antigo western americano. A pequena cabana mistura em sua decoração arreios antigos, selas, mantas em tons quentes e objetos do velho oeste espalhados pelas paredes. Em uma baixa mesa, hóspedes jogam cartas enquanto outros conversam com o barman segurando copos de bourbon. Perto do balcão, algumas pessoas dançam ao som da música country que atravessa o salão.
Depois de alguns dias em Big Sky, senti meu corpo acompanhar naturalmente o ritmo da montanha. Sem pressa.














