Elisa Café
Meia década construindo um café de origem em Belo Horizonte
por felipe davi | imagens divulgação
Da primeira unidade ao terceiro endereço na capital, uma marca que cresceu sem abrir mão do que sempre foi.
Quando Ana Elisa Saldanha abriu a primeira unidade do Elisa Café, em abril de 2021, o mercado de cafés especiais em Belo Horizonte ainda engatinhava. Havia espaço, havia curiosidade, mas faltava o que o Elisa traria como proposta central: um lugar onde o café não precisasse se explicar com barulho e onde a qualidade falasse antes de qualquer campanha.
Cinco anos depois, a marca tem três unidades na capital mineira, vende para todo o Brasil pelo e-commerce e mantém um clube de assinatura com clientes que retornam todo mês. Não por impulso, mas por um hábito construído com cuidado.
PIONEIRISMO SEM MANIFESTO
Abrir uma torrefação com ênfase em origem, rastreabilidade e relação direta com produtores em 2021 era uma aposta na contramão do óbvio. Mas o Elisa foi além do grão: trouxe para Belo Horizonte um modelo de atendimento que até então era pouco comum na cidade. O serviço no balcão, inspirado nas renomadas cafeterias internacionais, aproxima barista e cliente, torna o preparo visível e transforma o momento do café em experiência.
“A gente acreditava que o consumidor de BH estava pronto para um café com história, não só com sabor. E estava”, afirma Ana Elisa.
A excelência da bebida sempre foi inegociável. Grãos de origem rastreável, torra desenvolvida com precisão e um cardápio de comidas à altura, com receitas pensadas para complementar a xícara. Cada elemento do que chega à mesa existe por uma razão.
DA XÍCARA AO CEP DE QUEM RECEBE
Isadora Saldanha chegou à sociedade com dois objetivos claros: estruturar o braço digital do negócio e aprofundar a agenda de impacto positivo. O e-commerce e o clube de assinatura foram construídos a partir desta visão, a de que o Elisa poderia chegar a quem não mora em Belo Horizonte com a mesma qualidade e intenção das unidades físicas.
O clube de assinatura criou algo que poucos negócios de café conseguem sustentar: recorrência com significado. Quem assina não recebe apenas um pacote. Recebe um grão selecionado, com contexto de origem, de safra, de processo. “O assinante aprende ao longo dos meses. Quando aprende, começa a perceber diferença. Quando percebe diferença, não volta atrás”, diz Isadora Saldanha, sócia do Elisa Café.
IMPACTO POSITIVO COMO CRITÉRIO
No Elisa, impacto positivo não é campanha. É critério de escolha, de fornecedor, de origem, de como a cadeia inteira é tratada. Foi esse trabalho que Isadora assumiu como missão ao entrar no negócio: dar estrutura a algo que já existia na cultura da marca, mas que precisava de intenção para crescer com consistência.
“Começa muito antes da torra. Começa em saber de onde vem o grão, em como o produtor é tratado, em quanto essa cadeia é justa. Se a origem não é boa, o produto não é bom, independentemente do que a gente faça aqui na ponta”, diz Isadora Saldanha, sócia do Elisa Café.
O QUE VEM DEPOIS DE CINCO ANOS
Cinco anos não param o café. Ele segue em movimento, da origem à xícara, da primeira unidade às três que existem hoje em Belo Horizonte, do balcão ao e-commerce, da venda ao clube de assinatura que cresce a cada mês. O Elisa não comemora meia década olhando para trás. Comemora continuando.
“O café é movimento. E a gente segue nele, com o mesmo cuidado do primeiro dia, sem abrir mão do que acreditamos”, revela Isadora Saldanha, sócia do Elisa Café. Cinco anos é só mais um ponto na trajetória.
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